terça-feira, 1 de dezembro de 2009

O orgulho e a ausência de humildade - Parte I

Estava cá eu a pensar com meus botões: orgulho e ausência de humildade não são necessariamente a mesma coisa. Daí que fiz várias considerações, e vi que, pelo rumo que meu texto foi levando, eu não conseguiria postá-lo em apenas uma parte. Vou postá-lo, portanto, em duas. A segunda chega logo. :)

Vamos dar uma olhada na vida do apóstolo Paulo. Qualquer um que conhece um pouco da Palavra sabe que Paulo foi um cara sen-sa-ci-o-nal-! No entanto, faço uma pergunta (Espero que responda com sinceridade. Prometo que ninguém vai ficar sabendo!): Paulo era um cara orgulhoso? Olha só umas coisas que ele disse: "Quando estive com vocês e passei perrengue, eu não fui um peso pra ninguém! Os irmãos da Macedônia pagaram todas as minhas contas. Eu fiz tudo para não ser pesado a vocês, e vou continuar agindo assim. Assim como a verdade de Cristo está em mim, ninguém da região de Acaia poderá me tirar este orgulho. Eles são servos de Cristo? Devo estar doido pra falar o que direi agora, mas falarei mesmo assim: Eu sou muito mais! Trabalhei muito mais duro do que eles, fui preso muitas vezes, apanhei muito mais severamente e enfrentei a morte milhares de vezes, mais do que qualquer outro" - 2 Co 11:9-10 e 23 (como notaram, rolou uma interpretação pessoal. Hahahaha. Mas é real! Confere lá!). Por vezes a gente releva essas "barbaridades" porque foi Paulo quem as falou, porque estão na bíblia. Agora imagine você ouvir um pastor dizer isso lá na frente da igreja. Como você se sentiria? Como acha que as pessoas se sentiriam? Ia rolar fofoca na saída, ou não ia? E aí? Afinal, Paulo era orgulhoso, ou não era? NÃO, não era! Paulo sabia exatamente quem ele era em Cristo. A verdade é que há uma linha muito tênue, e, paradoxalmente, há um abismo muito extenso, em saber exatamente quem você é e entre o orgulho. A linha tênue fica a cargo dos espectadores. Quem ouve sempre poderá achar que quem fala é orgulhoso. Ou não. Já o abismo fica por conta de quem fala. Se o cara sabe de fato quem ele é em Cristo, se ele conhece sua identidade e seu caráter, pra ele há um real abismo entre o orgulho e a consciência de ser quem é.

É isso! Aguardem pela Parte II onde falarei sobre a ausência de humildade.
Deus os abençoe!

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Fazendo Amigos

Conclusão da manhã: nós adultos complicamos as coisas.
Hoje pela manhã, no metrô, enquanto esperava a estação para saltar, reparava em uma menininha sentada no colo de sua avó. Achei a cena bonita de se ver porque a menina cheirava sua avó, encaixava sua cabecinha em seu ombro e ficava esfregando seu rosto quadrado em seu pescoço. Em certo momento ela se deu conta de que estava aprendendo a estalar os dedos, e, por alguns instantes (com sua mãozinha esquerda) ela estalou os dedinhos, inclusive próximo ao ouvido da avó para que esta notasse sua grande nova habilidade. Já próximo à estação onde eu saltaria o trem estava quase vazio. Foi quando a menina que estava no colo da avó viu outra menina de idade similar. Elas deveriam ter algo entre seis e sete anos. Ambas se levantaram uma de frente para a outra, um pouco afastadas, e, rindo, procuravam se equilibrar com o trem em movimento. Tanto a mãe da nova menina, quanto à avó da outra, aprovaram a brincadeira e não interferiram. Elas ficaram se equilibrando por um tempo e depois passaram a andar por toda a extensão do vagão, indo e voltando, e rindo! Estavam se divertindo! Apesar de quase desejar brincar com elas, fiquei apenas olhando enquanto deixava escapar alguns sorrisos. Ainda durante a brincadeira, a menina que estava no colo da avó tirou do bolso um chiclete e o deu à sua nova amiga que o aceitou sem rodeios, e elas continuaram brincando. A estação chegou e saltamos todos. Foi então que me questionei: quando é que perdemos essa habilidade natural de fazer amigos? O que será que muda durante o processo de amadurecimento para que não possamos mais "nos equilibrar frente a um desconhecido e dar a ele um chiclete", como quem diz "acho que gosto de você, você parece legal"? Pensando sobre isso, não acredito que, após já ocorrido o tal processo de amadurecimento, seja possível reaver essa habilidade. No entanto, acredito que há algumas coisas que podemos fazer a respeito. Podemos sorrir mais, usar mais de gentilezas, dar bom dia, boa tarde e boa noite (para desconhecidos), agradecer as pessoas, abençoá-las... Talvez até oferecer um chiclete no metrô, assim, sem querer nada em troca, apenas pra reconhecer que a pessoa ao lado também é um ser-humano e que, talvez, ela até goste de chiclete, ou simplesmente ela ache bacana um desconhecido tê-lo oferecido. Sei lá... Ofereça um chiclete hoje!

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Por causa do Teu amor

Jesus, eu não quero mais ninguém além de Ti
Em Ti está tudo o que eu preciso
Em tudo sou suprido e Teu amor transborda em mim

Jesus, já Te entreguei a minha vida
Não há nada mais valoroso para Te dar
Então eu a entrego novamente a Ti, sem reservas

Sinto-me amado por Ti
Quero que saibas que eu Te amo de volta
Eu Te amo, Jesus
Aceite a minha vida como sacrifício de louvor
Eu a entrego a Ti sem reservas
Toma-me por inteiro, Cristo de Deus
Eu sou Teu por causa do Teu amor

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Memórias sem lembranças

Final de semana passado estive na casa da minha mãe. No domingo celebramos seu aniversário e também o de outros dois tios. Minha avó, dona Esther, esteve presente. Ao chegar, como sempre, ela me abraçou muito forte e chorou emocionada. Falou que estava com saudades e sobre como era bom me rever. Na verdade, tenho certeza que ela não se recordava de quando fora a última vez que havíamos nos visto. Não que fizesse tanto tempo assim. Minha avó padece de uma triste moléstia: o Mal de Alzheimer. Por vezes chego a ter um pouco de pena do tal alemão. Quem gostaria de ter seu nome associado à tão infeliz doença?

Sentado ao seu lado com meu braço esquerdo passando por sobre seus frágeis ombros, ela segurava e apertava a minha mão. Em silêncio aproveitávamos a presença um do outro. Enquanto acarinhava o músculo flácido de seu braço, intercedia em pensamento pedindo a Deus que desse a ela sossego, paz... Vez ou outra ela dizia alguma coisa: "Lembra, filho, quando éramos só você eu eu?". E ela chorava sentindo saudades de uma época que nunca existiu. Em minha mente eu respondia:"Vó, nunca houve este tempo", mas não em meus olhos. Meus olhos apenas sorriam para ela.

"Vovó, querida! Na glória iremos nos lembrar de todos os bons momentos que passamos. Lá passaremos ainda tantos outros juntos e, então, teremos toda a eternidade para nos recordar..."